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sábado, 15 de julho de 2017

ALMAS PARTIDAS: A REALIDADE DAS PESSOAS PSICOLOGICAMENTE MALTRATADAS



As almas partidas podem adotar dois papéis muito diferentes, mas o importante é que saibamos reconhecê-las para ajudá-las a sarar e a superar esse inferno que as acompanha.

As almas partidas foram quebradas devido a acontecimentos passados. Abusos por parte de seus pais, falta de carinho e uma notável indiferença.
À medida que os anos passam, as relações “maduras” começaram a se fazerem presentes. Entretanto, nada é utópico como muitas vezes lemos nos livros e vemos nos filmes românticos.
Tudo começou na infância e continuou durante o período de amadurecimento. A grande pergunta é: as almas partidas podem se recuperar?

Você ainda deseja ser maltratada?

Quando o maltrato se insere em uma relação, há quem maltrata e há umavítima. Muitas pessoas que querem essa relação tentaram fazer com que a razão se fizesse presente, que se abrisse os olhos, entretanto, não se pode.
Devido à carência e a abusos sofridos em sua infância, a pessoa naturalizou certos comportamentos agressivos. Um insulto, um tapa, uma palavra feia, uma atitude humilhante…
As almas partidas não estão vivendo nada novo, ainda que seja algo diferente e com outras estratégias para que se submetam a certas coisas.
Quando começam a ser conscientes de que as coisas não vão bem, aparece o medo…





Começam a se rebelar e a receber golpes mais notáveis que tentam esconder ou dar desculpas de que caiu, tentando não dar importância.
Estão sendo conscientes de que, o que antes consideravam “normal”, fugiu de seu controle. Agora não desejam continuar vivendo assim, mas não sabem como sair dessa situação.

Sentem-se confusas, temerosas e impotentes. Sem se darem conta, alimentaram a fera por um longo período de tempo e agora não sabem como escapar dela.

As duas caras de uma mesma moeda

Ainda que pareça difícil de acreditarmos, tanto a pessoa que causa o maltrato como a vítima são as duas caras de uma mesma moeda.
Ambos sofreram em sua infância, ainda que sua maneira de manifestar isso seja muito diferente.
  • A vontade de ter poder sobre o outro: que maltrata exerce esse poder que foi tirado dele na sua infância. Não quer que lhe causem dano, não querem se sentir fracos.
Por outro lado, fere a quem mais quer, sobretudo, à pessoa mais vulnerável.
  • A necessidade de agradar: a vítima, por outro lado, busca agradar à outra pessoa para que seja aceita e lhe brinde com palavras carinhosas. Sente que deve fazer tudo certo e não falhar.
Se não for assim, considera lógico e aceitável receber uma repreensão por isso.
O grande problema é que toda vítima converte-se em uma alma partida. Alguém que foi rasgado por dentro, utilizado, que sofreu danos da maneira mais cruel, sendo ameaçado e, em alguns casos, sendo morto.






A vítima não tem recursos para poder se defender, pois nunca aprendeu a fazê-lo. Aprendeu muito bem a esconder seus sentimentos e sofrer por dentro.

Um ciclo do qual se pode sair com paciência, esperança e firmeza necessárias.

A reconstrução das almas partidas

Não podemos negar que muitas almas partidas não podem ser reconstruídas. Tudo o que nos ocorre quando somos pequenos nos afetam de forma importante em períodos posteriores de nossa vida.
Contudo, se contar com as pessoas adequadas e conseguir tirar forças de onde nem sabia que existia para questionar tudo o que lhe ensinaram, todo esse medo inculcado…. Terá esperança.
Sair de uma relação tão destrutiva e dolorosa que cavou um buraco imenso, mais fundo do que se imagina em seu coração e sua alma.
Entretanto, conseguiu sair dele e agora é o momento de iniciar um novo caminho. Cercar-se de pessoas que lhe querem bem será um alicerce importante, assim como buscar ajuda profissional que o oriente de uma forma concreta e correta.
Passo a passo, com calma e sem pressa, as almas partidas vão recolhendo esses pedacinhos que os outros quebraram, mas que sempre podem voltar a se unir.
É certo que ficaram rachaduras e marcas profundas do que foi vivido, porque ninguém esquece e tudo o que foi experimentado nos converte no que somos hoje.
Entretanto, o positivo está em melhorar, em tomar isso como experiência e seguir adiante com todas essas cicatrizes que possuímos, mas que soubemos sarar da maneira correta.
Antes de ir, leia: Quero começar a viver sem medo
As almas partidas podem se reconstruir e seguir adiante. Não voltar a cometer os mesmos erros, mudar a percepção do que antes acreditavam que era correto e incorreto.
Há um antes e um durante em toda relação de maltrato. Não se esqueça de que também há um depois e isso é uma oportunidade para mudar tudo.
Afinal a vida continua.... siga em frente!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O MESTRE DA MANIPULAÇÃO


Niccolo Machiavelli (1469-1527), filósofo político e autor de O Príncipe, escreveu: "Um sábio governante não deve manter suas promessas quando elas forem contra seus interesses", e, "Um príncipe nunca precisa de boas razões para quebrar uma promessa". De acordo com Maquiavel, a honestidade – e todas as outras virtudes – são dispensáveis ​​quando a manipulação, a traição e a força forem mais vantajosas. Em suma, ele argumenta que as pessoas que ocupam posições de poder deveriam optar por serem, digamos, maquiavélicas, mesmo que este não represente o seu estilo pessoal de liderança.
Na psicologia, o maquiavelismo se refere a um tipo de personalidade que não escolheu ser, mas simplesmente é: um mestre da manipulação. Maquiavélicos não precisam ler O Príncipe para adquirirem um talento especial para a falsidade. Apresentam uma predisposição para serem calculistas, coniventes e manipuladores. Essencialmente amorais, eles usam outras pessoas como degraus para alcançar seus objetivos. Da perspectiva de um maquiavélico, se nos permitirmos ser usados, provavelmente merecemos isso. P. T. Barnum expressa essa mentalidade:. "Há um otário nascendo a cada minuto."
Qualquer um de nós pode ser manipulador, às vezes, dependendo da necessidade ou das circunstâncias. Se você já disse que estava doente quando, na verdade, estava bem ou mentiu para seu cônjuge sobre o que estava fazendo, então você demonstrou a capacidade humana para enganar os outros.
Tais episódios, provavelmente, não refletem o seu padrão de comportamento, e você pode ter se sentido um pouco culpado.
Mas este tipo de comportamento é rotineiro para um maquiavélico.
Em 1970, os psicólogos Richard Christie e Florença Geis introduziram o primeiro teste de maquiavelismo, o Mach IV. "High Machs" são aqueles com escores elevados no Mach IV.
O teste inclui afirmações como estas para as pessoas assinalarem se concordam ou discordam com:
"A melhor maneira de lidar com as pessoas é dizer-lhes o que querem ouvir."
"É sábio lisonjear pessoas importantes."
"A maior diferença entre a maioria dos criminosos e as outras pessoas é que os criminosos são estúpidos o suficiente para serem pegos."
Groucho Marx uma vez disse: "Sinceridade é tudo. Se você conseguir fingir, então você é sincero". Ele estava brincando, mas a um mestre da manipulação, isso soa como um bom conselho.
Como você pode identificar um maquiavélico? Aqui estão 5 características para observar:
1. Eles funcionam melhor em empregos e situações sociais onde as regras e os limites são ambíguos.
2. O desapego emocional e uma aparência cínica os capacitam a controlar seus impulsos e serem cuidadosos. São oportunistas pacientes.
3. Suas táticas incluem o charme, a simpatia, a auto-revelação, a culpa e (se necessário) a pressão.
4. Eles preferem se utilizar de táticas sutis (charme, simpatia, auto-revelação, culpa), quando possível, para mascarar suas verdadeiras intenções e proporcionar uma base para uma negação plausível se forem descobertos. No entanto, eles podem se utilizar de pressões e ameaças quando for necessário.[/p]
5. Eles tendem a ser os preferidos pelos outros em situações competitivas (debate, negociações), mas são não os preferidos como amigos, colegas ou cônjuges.
Maquiavelismo, psicopatia e narcisismo compõem a "Tríade negra" dos tipos de personalidade, mas enquanto os psicopatas e os narcisistas geram muito interesse e discussão, os maquiavélicos costumam ser deixados de lado. O comportamento maquiavélico, no entanto, não é apenas típico dos mestres da manipulação, mas bem como dos psicopatas e narcisistas.
Fonte: PSICONLINEWS

QUAIS SÃO AS PROFISSÕES QUE MAIS ATRAEM OS PSICOPATAS?


Seu chefão pode ser um deles. Já pensou como a presidência de uma empresadá poder a qualquer pessoa? E é exatamente isso que psicopatas procuram: poder.
Mas os presidentes não estão sozinhos nessa. Outras profissões oferecem perigo. Dá uma olhada na lista das profissões preferidas pelos psicopatas, segundo pesquisa do psicólogo Kevin Dutton, da Universidade de Oxford:
1. Presidentes de empresa
2. Advogados
3. Profissional de rádio e tevê
4. Vendedor
5. Cirurgião
6. Jornalista (tsc, tsc, tsc)
7. Policial
8. Pastores e padres
9. Chef de cozinha
10. Funcionários públicos
O motivo é um pouco óbvio. Psicopatas são pessoas sem coração, toleram mais estresse, não sentem muita empatia, são frias, egocêntricas, manipuladoras, impulsivas e antissociais. E essas profissões/cargos aí de cima exigem tomadas de decisões frias e objetivas. Aí os psicopatas se dão bem.
Mas quando a profissão exige um contato mais caloroso e humano, sem dar status ou poder, os psicopatas preferem ficar longe. Olha só a lista dos trabalhos com menos gente do mal:
1. Cuidador (aquele pessoal que cuida de idosos)
2. Enfermeira
3. Terapeuta
4. Artesão
5. Estilista
6. Voluntários
7. Professor
8. Artista
9. Médico (exceto cirurgiões)
10. Contador

ATEUS TENDEM A SER MAIS PSICOPATAS E RELIGIOSOS MENOS ESPERTOS


Tudo na vida tem dois lados. E não poderia ser diferente quando o assunto envolve religião e ateísmo – mesmo sob a ótica da ciência.
Uma nova pesquisa americana revelou que ateus tendem a apresentar mais traços de psicopatas do que os religiosos. A falta de crença em um ser maior costuma ser coisa de pessoas mais manipuladoras e menos empáticas – o que não faz deles seres humanos terríveis ou piores que os outros, como a gente já mostrou aqui.
Por outro lado… os religiosos tendem a ser menos inteligentes. Aceitar teorias pouco racionais sobre o mundo pode ser um indicativo disso.
Essas diferenças entre os dois grupos têm a ver com o funcionamento do cérebro. Quando os pesquisadores escanearam voluntários perceberam que o cérebro ativa duas áreas diferentes durante o pensamento – uma envolvida com raciocínio crítico e analítico e outra mais ligada à parte social e emocional. É como se essas duas regiões entrassem numa disputa de espaço e domínio – aí uma delas se sobressai.
Entre ateus, a razão vence a batalha. Eles acabam agindo de um jeito mais egoísta, como fazem os psicopatas. Já o lado emocional e social domina os religiosos – e os transforma em pessoas um pouco mais empáticas.
Não se indignem, não dá para ter tudo nessa vida mesmo.

DE ONDE VEM A MALDADE?

A psicopatia (ou, em termos médicos, “transtorno de personalidade antissocial”) é dividida em três facetas, a chamada Tríade do Mal. 

'Tríade do Mal'

O interesse de Paulhus começou com os narcisistas – indivíduos incrivelmente egoístas e vaidosos que atacam os outros para defender sua própria autoestima.
Há pouco mais de uma década, um aluno seu, Kevin Williams, sugeriu que explorassem a possibilidade de essas tendências ao egocentrismo estarem ligadas a duas outras características desagradáveis: o maquiavelismo (uma manipulação fria) e a psicopatia (uma insensibilidade aguda e indiferença ao sentimento dos outros).
Juntos, os dois cientistas descobriram que os três traços eram bastante independentes, apesar de às vezes coincidirem, formando uma "Tríade do Mal".
A honestidade dos voluntários nos testes de Paulhus o surpreendeu. Ele percebeu que os participantes que concordavam com frases como "Gosto de provocar pessoas mais vulneráveis" ou "Não é uma boa ideia me contarem segredos" geralmente se abriam sem pudor e tinham passado por alguma experiência de bullying, na adolescência ou na vida adulta.
Essas pessoas também apresentaram uma tendência maior a serem infiéis a seus parceiros e a trapacear em exames.
Paulhus notou ainda que essas características não apareciam em um primeiro contato frente a frente com o voluntário. "Essas pessoas estão lidando com a sociedade cotidianamente, por isso têm autocontrole suficiente para não se meterem em confusão. Mas uma coisa ou outra em seu comportamento acaba chamando a atenção", afirma o psicólogo.
Quando Paulhus começou a examinar a fundo essas mentes macabras, outras perguntas foram surgindo. Por exemplo, será que as pessoas nascem malvadas?
Estudos que comparam gêmeos idênticos e não-idênticos sugerem que existe um componente genético relativamente grande para o narcisismo e a psicopatia, enquanto o maquiavelismo parece ser mais influenciado pelo ambiente.
Mas o fato de herdarmos alguns desses traços não nos isenta de responsabilidades. "Não acredito que uma pessoa nasça com genes de psicopata e que nada possa ser feito para que isso não se desenvolva", afirma Minna Lyons, da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha.
Basta olhar para os anti-heróis da cultura pop – James Bond, Don Draper (do seriado Mad Man) e Jordan Belfort (o protagonista de O Lobo de Wall Street) – para perceber que personalidades sinistras são bastante sedutoras, uma descoberta sustentada por outros estudos científicos.
Lyons e sua equipe descobriram ainda que indivíduos notívagos tendem a apresentar mais características ligadas à maldade. Eles se arriscam mais, são mais manipulativos e tendem a explorar outras pessoas.
Isso pode fazer sentido se pensarmos na evolução humana: talvez as pessoas com uma personalidade hermética tinham mais chances de roubar e ter relações ilícitas enquanto os demais dormiam, então acabaram evoluindo para serem criaturas da noite.

Cantos obscuros

Recentemente, Paulhus começou a examinar mais profundamente as partes mais sombrias da psique humana. "Preparamos questionários com perguntas mais extremas e descobrimos que alguns voluntários facilmente admitiam já ter causado dor em outras pessoas apenas por prazer", conta.
Para ele, essa tendência não é apenas um mero reflexo do narcisismo, da psicopatia ou do maquiavelismo, mas sim uma subespécie de maldade, à qual deu o nome de "sadismo cotidiano".
O "triturador de insetos" propiciou a Paulhus e seus colegas entender se aquilo se tratava de um comportamento verdadeiro. Sem que os participantes soubessem, a máquina foi adaptada para dar aos insetos uma saída, mas ainda assim produzia sons arrepiantes que imitavam o ruído dos animais sendo esmagados.
Algumas pessoas eram tão sensíveis que se recusavam a participar da experiência, enquanto outras demonstraram ter prazer na tarefa. "Esses indivíduos foram os que marcaram mais pontos no meu questionário sobre sadismo cotidiano", afirma Paulhus.

Caça aos trolls

Paulhus acredita que esse comportamento é semelhante ao dos chamados trolls da internet. "Eles são a versão online do sadista cotidiano porque passam um bom tempo procurando pessoas para atacar".
Um pesquisa anônima com indivíduos que deixam comentários com teor de trolagem na rede concluiu que eles são os que marcam mais pontos nos testes de personalidade cruel e têm o prazer como sua principal motivação.
Os estudos de Paulhus chamaram a atenção da polícia e de agências militares, que querem trabalhar com ele para investigar por que algumas pessoas abusam de suas posições.
"A preocupação dessas forças é que alguns indivíduos escolham empregos junto a elas por acreditarem que terão um mandado para infligir dor em outros", explica o psicólogo. Se for assim, poderiam ser criados testes que filtrariam e eliminariam candidatos com uma personalidade mais sombria.
Paulhus também está animado com os resultados de novas pesquisas sobre "maquiavelismo moral" ou "narcisismo comunitário" – pessoas com algumas características macabras mas que as usam para algo positivo.
Ele lembra que pessoas com essa personalidade em geral têm mais iniciativa e autoconfiança para realizar o que desejam. "Até Madre Teresa de Calcutá tinha um lado mais frio", diz o psicólogo. "Afinal, você não vai ajudar o mundo ficando bonzinho em casa."