O perfil do terrorista suicida não é o de um psicopata ou de um bandido, como se acredita. Normalmente ele é um ser humano como qualquer outro, com princípios morais e religiosos. O psiquiatra mulçumano Dr. Eyad Sarraj acrescenta que os terroristas islâmicos são
“geralmente pessoas tímidas, introvertidas e não violentas, de uma forma geral”.
Em todo o mundo islâmico pode-se ver fotos desses auto-denominados “mártires” nas paredes e nos muros, glorificando socialmente suas ações. A motivação mais forte para o terrorista suicida é dada por sua crença religiosa, ou no mínimo por sua interpretação da fé religiosa. A ele é prometido pelos líderes religiosos radicais que morrendo por essa causa, serão recompensados pela glória e por seu lugar reservado no Paraíso. Assegurar essa morte é, portanto, uma condição para que sua missão seja concluída. Rasheed Saka, um terrorista palestino preso antes de conseguir concretizar uma missão suicida, em uma entrevista, declarou:
“Eles me disseram que os mártires vão para o paraíso e se casam com 72 virgens, e que Deus irá considerá-los mártires e perdoar seus pecados”.
Os terroristas são loucos? Especialistas na análise do terrorismo acham que não. “Eu não conheço um único caso de terrorista suicida que seja realmente psicótico,” diz o Dr. Ariel Merari, um psicólogo israelita de Universidade de Tel-Aviv, que estudou terroristas suicidas no Oriente Médio por 18 anos. “A única anormalidade no perfil psicológico do terrorista suicida parece ser uma falta de medo na hora do ataque […] Eles têm ideais e agem em função dos mesmos.”
Os terroristas não parecem ser indivíduos insanos; eles são produtos de um sistema insano, motivado basicamente por um fanatismo religioso, de qualquer forma, insano. O Islã condena o terrorismo e é muito rígido com suicidas, acreditando que eles serão condenados a repetir suas mortes por toda a eternidade. Entretanto, um número cada vez maior de pequenos grupos de extremistas religiosos distorce as doutrinas pacíficas daquela religião e tenta limpar tantas mentes quanto for possível através das técnicas de lavagem cerebral.
Como parte destes esforços, os líderes terroristas tolhem a liberdade de expressão não somente em seus países, mas em todo o mundo. Terroristas suicidas podem achar que são “lutadores da liberdade”, mas a liberdade implica em visibilidade. Estes guerreiros invisíveis atuam na sombra do mundo secreto e usam táticas covardes e devastadoras de mutilar e matar pessoas inocentes e não combatentes, tudo pelo “bem da causa”.
Um dos objetivos de se analisar a psicologia dos terroristas é descobrir meios de se deter ou prevenir ataques. A melhor forma de se conseguir isto parece ser tentar entender e respeitar a cultura de cada país e suas ideologias políticas, bem como respeitar a soberania que as nações devem ter para definir suas próprias formas de viver. Uma outra maneira é procurar estabelecer leis e implementar a proteção aos direitos humanos em nível local, regional e global. O islã precisa questionar e enfrentar seus fanáticos religiosos e mostrar a eles quanto sofrimento eles estão causando por suas interpretações distorcidas da fé religiosa.
Visão Espírita
“O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.” Divaldo P. Franco
Nenhum ato que incita a violência pode ser considerado divino. Usar o nome de Deus para cometer as atrocidades que estão acontecendo no mundo é um pecado.
“A grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos. Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dileta filha do amor.Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação.” O respeito em relação a crença e religião está longe de acontecer. A arrogância de alguns em acreditar que sua verdade é absoluta é comum.A única salvação para o terrorismo é o amor, o fim do preconceito e exclusão e a informação. O radicalismo em qualquer situação nunca é bom. Respeitar o próximo e sua crença é dever de todos.
Fonte: A matéria foi baseada no artigo dos Phd, Dra. Silvia Helena Cardoso e Dr. Renato M.E Sabbatini.
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